Moto Trip – Part I

Preparação e Planejamento

Estava ansioso por postar sobre esta viagem. Só que agora que estou fazendo exatamente isso, bateu aquela vontade de ainda estar viajando. Normal. Mas vamos lá, se não, não tem a próxima.

Tudo começou em outubro de 2009, quando o Felipe disse que queria ir para São Paulo de motocicleta. Comentou isso comigo pois estaria de férias e neste momento, pensei em não só ir para São Paulo, mas também rodar todo o litoral norte, até Paraty ou Angra pela bela rodovia Rio-Santos. Pronto, combinado! Liguei no mesmo dia para o meu pai, o “Kbeça Quadrada” e para o meu irmão Dj Binho, e avisei o que estávamos armando. Todos se animaram e começaram os preparativos. Parecia que o tempo nunca passaria. Mas passou e rápido. E por isso, DJ Binho não conseguiu agilizar sua CNH, nem uma motocicleta que aguentasse a viagem toda. Cogitou-se de ir na minha garupa mas também não deu certo. Ficou certo que iríamos os 3 motociclistas. Eu (Stefano), Felipe e meu pai Rubens (“Kbeça Quadrada”).

Depois disso começaram as compras de equipamentos, acessórios e até mesmo das motos. Eu que tinha, e ainda tenho, uma Suzuki Yes 125cc, tinha que arrumar uma moto mais potente. Comprei uma Honda Falcon 400cc. O Kbeça arrumou uma Yamaha Drag Star 600cc e o Felipe foi com a sua Yamaha XTZ-X 250cc.

Motociclistas, não motoqueiros

Desde que nasci escuto meu pai falando “motocicleta” e “motociclista”. E isso existe mesmo no mundo das duas rodas. O pessoal responsável, que se diz mais sério com respeito a pilotar veículos de duas rodas equipados e com consciência, não gostam de ser chamados de “motoqueiros”. Seria algo como, por exemplo, aqui em Minas Gerais, quando chamamos um garoto de “moleque”. Isso soa como uma ofensa. Já em São Paulo, não. São as diferenças de lugares, sotaques etc. Mas no caso dos motociclistas é mais sério. Eu não ligo muito pra isso mas para deixar todos contentes, embora mais chato de escrever, vou adotar o “motociclista” e as “motocicletas” e não as “motos” ou os “motoqueiros”.

O Trajeto

O trajeto já estava certo. Só faltava pontuar em que cidades iríamos parar para pernoitar e curtir as praias. Onde fazer abastecimentos, almoço, pontos turísticos clássicos para fotos, descanso etc. Isso foi definido com um roteiro detalhado que eu fiz, colocando todos os trajetos que iríamos percorrer, o tempo aproximado e a quilometragem. Tudo feito é claro, com a ajuda do Google Maps. O roteiro ficou assim. Saída na sexta-feira, dia 5 de março, de Belo Horizonte, rumo a São Bernardo do Campo. (599 km – tempo gasto aproximado – 6 horas). Pelo nosso roteiro a viagem só terminaria na segunda-feira, dia 15 de março, na volta para Belo Horizonte. Um total de quase 2 mil quilômetros em 1 semana.

Antes de sair

Tudo foi muito bem preparado. De acordo com os bons sites sobre motocicletas e viagens em grupos, e os 30 anos de experiência do “Kbeça”, preparamos tudo. Lâmpadas reservas para lanternas, setas e faróis. Eu levei até um pedal de câmbio reserva. Ferramentas originais das motocicletas e extras. Reparadores de pneus, os famosos “tirepanos” (este é o nome popular daquele spray de espuma branco que enche o pneu) e acessórios normais como, canivetes, lanternas, isqueiros, fita isolante, etc. Câmera fotográfica, pen drives e chips reservas, muito importantes depois que vc carregou seu chip da câmera com várias fotos e não pode perdê-las. Além disso esticadores (elásticos) e “aranhas” para prender as mochilas e o que mais fosse necessário carregar. Na minha motocicleta eu coloquei um bauleto de 26kg, o que pude descobrir na hora de carregá-lo, era bem pequeno. Tive que usar o banco do garupa para colocar a outra mochila. Mas ok. O Felipe arrumou uma bolsa muito profissional da Nelson Rigg. O “Kbeça”, na Marauder teria alforges, mas na Drag não. Levou tudo preso no banco de trás.

Outras coisas importantes para se levar numa viagem de motocicletas: chaves reservas. Não só da motocicleta. No meu caso, do bauleto e também da trava de disco. Algumas folhas de cheque. Carteira de identidade separada da carteira e da CNH. Celulares e dinheiro em espécie.

Quanto aos equipamentos, não economizamos. Não preciso dizer nada sobre a qualidade do capacete e das luvas. Eu usei um kit de roupas impermeáveis reforçadas. Jaqueta de Zebra e calça da Tuto. A bota que comprei do Dj Binho, da TCX, também impermeável, é muito boa. Uma coisa que me surpreendeu muito na viagem pelo excelente desempenho foram as peças da Segunda Pele, que inclui calça, camisa e a balaclava. Nunca dei muito valor pra isso. Comprei e logo fui para Tiradentes com ela. Percebi uma grande diferença em não ficar molhado embaixo da roupa impermeável. Em trechos maiores, como o nosso, ela é praticamente indispensável.

Tudo pronto, motocicletas, equipamentos, acessórios, datas, roteiro, agora é colocar o pé, ou melhor, a moto na estrada e ir embora. No próximo post, a saída pra São Bernardo do Campo e o primeiro trecho.

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