Moto Trip – Part II

Saindo de BH rumo a SBC – SP – dia 5 de março de 2010

Tudo pronto! Motos revisadas, abastecidas, equipamentos separados e arrumados, malas, ou melhor, mochilas prontas, tudo organizado. Agora é carregar tudo na motocicleta e pegar a estrada.

Ficou combinado entre o Felipe e eu, que acordaríamos no máximo 5h30 da matina para arrumar tudo, encontrar aqui na minha casa e sair. Acordei no horário correto e gastei quase 40 minutos para carregar a moto e prender tudo direitinho. Acabou dando mais trabalho do que eu pensava. Depois de tudo preso, subi para me trocar. Aqui vai uma dica sobre um equipamento já comentado no post anterior. A “segunda pele”. Pra mim, ela agora é item fundamental em qualquer viagem de motocicleta. Além de dissipar o suor pelo material fino composto em poliéster, dá uma sensação ótima e leve. Confiram o texto sonbre o produto. <em>”Como funciona o X-Performance: A superfície interna do X-Performance absorve a umidade e a transporta para a face externa do tecido ao mesmo tempo que retém parte do calor, devolvendo-o uniformemente à pele, mantendo a temperatura do corpo sempre estável. A face externa do X-Performance possui microporos artificiais que aceleram a evaporação da umidade da pele. A costura plana especial Flat Seam garante maior conforto, dando a sensação de uma peça sem costuras.”</em> Viram? É exatamente isso que acontece quando usamos essa roupa. Sendo assim, não ficamos suados e nem com aquela sensação de sujo e “grudento” por baixo da calorenta roupa impermeável. A segunda pele conta com calça, camisa de mangas compridas e a balaclava. Outra coisa sobre os produtos. A calça impermeável que eu comprei não era de marca conhecida. E logo na hora da saída ela quebrou o zíper. Fui assim mesmo e passei para o Kbeça. Nem sei se ele vai arrumar pois me parece que ele não curtiu muito esse lance de calça impermeável. Comprei uma calça nova, da Tuto. Essa sim, caramba, é cara demais mas como quase tudo que é bom e caro, vale a pena.

Agora sim, tudo pronto. Ops, não. Toca o celular, é o Felipe me avisando que ia atrasar um pouco pois depois de guardar tudo e empacotar sua mochila Nelson Rigg já na motocicleta, descobriu que a balaclava tinha ficado lá dentro. Ok, assando e esperando. Depois de uns 15 minutos o frango chegou. Pausa para algumas fotos da saída e finalmente, subir nas motocicletas e acelerar. Engraçado como a excitação te deixa meio abobado. Lembro que ainda na Av. Amazonas, aqui do lado de casa, empolguei no acelerador e a moto estava pesada demais, eu também e quase não paro no farol fechado. Bom pra ficar esperto.

A primeira parada ficou marcada no Graal da cidade de Oliveira, a uns 170 km de Belo Horizonte. Esta parte da viagem foi muito tranquila. Pegamos um pouco de serração no final de Igarapé, quando começa a serrinha na 381. Fora isso, tirando alguns “nócegos” que teimam em andar na pista da esquerda na velocidade de 80 km ou menos, foi tudo muito tranquilo. Fizemos a primeira parada, como combinado, em Oliveira e, fizemos o café da manhã. As outras duas parada de abastecimento viraram outras três. Com o punho virado o tempo todo, as motos beberam bastante. Principalmente a minha, que já tem uma tradição de ser bem gastona, fez jus à sua fama. Teve trecho que eu fiz 14 km / Litro. O recorde meu na viagem toda foi 21,5 km / Litro. Neste ponto compensa pagar um pouco mais e abastecer com aditivada ou Supra. Alguns postos nas estradas não tem essas gasolinas especiais. Neste caso é a normal mesmo e o consumo fica bem pior.

Passados pouco mais de seis horas e meia de viagem, sete pedágios bem chatos de R$ 0,55, chegamos em São Paulo e em seu trânsito louco. Tenho que confessar que embora perigoso, o corredor de motos de São Paulo é bem emocionante. Andando em torno de 60 km/h, ainda assim tinha motoboy reclamando e quase batendo na gente pra sair da frente. Ok! A gente saía e entrava atrás deles aproveitando o vácuo. Os carros respeitam totalmente o corredor lá. Ninguém sequer vacila em deixar o carro no meio do corredor travando a passagem. Se tiver um pouco difícil de passar, você dá uma buzinadinha e pronto, o motorista faz de tudo pra voltar à fila dele. Muito bom. Mas é perigoso mesmo. E o excesso de caminhão na entrada da cidade no trecho, Salim Farah Maluf, Juntas Provisórias e Via Anchieta é bem carregado. Depois de passar tudo isso, chegamos em São Bernardo do Campo.

Aí sim, foi a hora de rever a mama, o Kabeça, almoçar aquele “batatão”, que é um tipo de Nhoque de forno, excelente com uma Heineken e descansar para no dia seguinte seguirmos para o Guarujá. Claro que ficamos babando na Drag que estava na garagem.

A noite teve encontro com os queridos avós e com o tio Klaxon num jantar em família. A comilança rola solta lá na minha casa. Conversa boa, família, motocicletas e a expectativa do dia seguinte. Ninguém sabia se ia fazer sol, chuva e fomos dormir sem saber mas bem tranquilos. O dia seguinte seria sem pressa.

Na sequência, SBC – Guarujá.

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