Arte

E o blog fica aí. É aquele diário onde nunca se escreve. Nunca não. Mas não importa. Deixo aqui mais um registro. Há alguns anos fiz um post falando das minhas tentativas frustadas e impacientes na criação de artes usando os materiais preferidos de meu avô: tinta acrílica e tela. E eis que voltei à elas. Agora já tenho algum material, um site galeria e um mentor e amigo que me dá uma dica ou outra.

É verdade que as artes da galeria não estão compostas apenas de telas e tinta acrílica ou óleo. Algumas artes estão em papel e foram feitas com tinta nanquim, penas, canetas e todo tipo de material que experimento e gosto. Logo, também colocarei algumas pinturas digitais, uma coisa que andei estudando e aperfeiçoando com tutoriais e aulas online. Acabei precisando fazer isso para o desenvolvimento de jogos digitais.

Lá no site tem um breve história sobre as artes na família. E claro, todos os quadros. Os que já vendi, doei e aqueles que ainda estão lá para serem adquiridos.

Link para o site: https://www.stefanomaglovsky.com/

Abaixo algumas das artes.

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Conan

Neste post pretendo ser rápido. Com tantas coisas sérias ao nosso redor, parece uma grande besteira vir postar aqui em protesto de algo que gosto, de uma história de fantasia. Mas como a frase do alemão e grande contador de histórias, Michael Ende que sempre utilizo “Afinal, é apenas isso que procuramos, envolver poesia nas nossas vidas, encontrar poesia na própria vida.” mostra, o que seria da vida sem fantasia?

Nossa válvula de escape. Se faz mais que necessária atualmente.

Voltando ao tema do Gigante de Bronze. E a começar pelo jargão do quadrinho, o nosso amigo Jason Momoa, que é bem legam em Game Of Thrones, não chega nem perto do apelido. E nem perto do primeiro Conan, Arnold Schwarzenegger. Todos fazem piadas sobre o primeiro Conan. Mas a abordagem da história, do personagem, da própria Era Hiboriana, de Robert E. Howard é muito fiel aos quadrinhos tão bem desenhados de John Buscema. E convenhamos, estamos numa era diferente da era do cinema de Cecil B. Demile. A falta de efeitos baratos do filme atual fez o Conan de 1980 parecer o Conan dos Quadrinhos mesmo. Real, sujo, medieval, Hiboriano, humano.

Quando assisti ao trailler do novo filme já fiquei desanimado. Desde o início, do patético nascimento no meio de uma batalha ao treinamento “sacado” e genérico dos meninos guerreiros. Horrível!

Poderia me delongar por horas a fio sobre a rica e espetacular fantasia criada por Robert. E toda a pobreza e falta de compromisso com o filme atual. Mas isso não faz nenhum sentido.

Crom! Tenha piedade de suas almas!

Manutenção

Este blog começou quando descobri que a Locaweb disponibilizava este serviço com meu URL personalizado. Antes era http://blog.stemamo.com. E era um serviço “linkado” ao WordPress.

Depois de alguns anos a Locaweb descontinuou este serviço. Recebi um aviso para migrar meu blog para um servidor WordPress, para não perder meus dados, posts etc. Tentei isso por vezes e não deu certo. Como já era usuário do WP, tinha um URL guardado com meu nome, stemamo. Falei com alguns amigos que entendem muito de programação mas também não conseguiram me ajudar.

Só me restou fazer do jeito mais difícil. Colei todos os posts numa página do Pages, programa correspondente ao Word da Apple, e passei tudo, post por post, para cá. Ao fazer isso perdi todos os comentários, tags e imagens. Começou tudo do zero.

Uma pena. Mas pelo menos consegui mater o blog com seus posts originais.

A justificativa da Locaweb faz sentido. Obviamente que eles não estavam conseguindo se atualizar com os blogs na mesma velocidade e capacidade do WordPress. Por isso deixaram isso de lado. Agora o blog tem mais recursos. Posso até fazer posts pelo celular. E também um novo template, mais clean e atual.

Agora sim, até a próxima!

“Vô José”

Hoje fiz um pequeno texto para apresentar os quadros do meu irmão aos amigos do facebook. E pensei em postar um pouco desta história.

Para falar dos quadros do Binho, que se chama Ruben, tenho que falar mais uma vez aqui do nosso avô José Maglovsky. Este era o pintor da família. Tinha uma técnica apurada. Belas pinceladas, as vezes fortes, mas quase sempre suaves. Era um amante de belas paisagens. Praticamente todos os seus quadros representavam marinas, bosques, casas antigas em encostas, montanhas, serras, luares, lagos, algumas flores, alpes, jardins. Uma espécie de Tom Jobim da imagem.

Ela era muito bom nisso. Engraçado é que ele não gostava de encomendas. Uma vez um amigo pediu um quadro do Rio de Janeiro, aquele cenário clássico do Pão de Açucar. Ele sofreu pra fazer. Protelou enquanto pôde. Mas acabou fazendo e ficou bom. Era um mestre nisso. Eu sempre que ia na casa deles, os avós, subia no atelier pela escada caracol para bisbilhotar qual a nova empreitada do “Vô José”. Sempre havia algo novo. Uma vez um conhecido que tinha um veleiro encomendou um quadro enorme do lindo barco a velas para colocar dentro dele. Ficou lindo. Fiquei impressionado com a capacidade de representar tão bem.

Eu gosto muito dos quadros do José Maglovsky. Mas ele tinha algumas gravuras, ilustrações feitas com nanquim, da época da Belas Artes que eram maravilhosas. Gostaria de saber onde foi parar isso.

Em 1997 tivemos algumas aulas com ele. Pintamos o mesmo modelo. Uma paisagem de neve. Neve é considerado um dos temas mais difíceis de se pintar. Mas até que saiu, com uma ajudinha ou outra. Nesta época das aulas de pintura já dava pra notar, a quem fosse mais atento, que o Binho tinha captado melhor a técnica, tinha mais dom para isso. Eu gostava de lápis, canetas, nanquim. Não conseguia detalhar nada com pincel, nunca consegui entender muito bem essa arte.

Como sou teimoso, há menos de 3 anos, um pouco antes de me mudar em definitivo para morar com a Gabi, minha mulher, resolvi tentar mais um pouco nessa arte. Estava cansado da reforma do apartamento, de esperar, de fazer as mesmas coisas e resolvi. De ímpeto, fui numa loja de artes em BH e comprei cavalete, um monte de tintas da melhor marca, alguns pincéis bons, outros já possuía, e algumas espátulas. Eu achava que não era bom no pincel mas que na espátula iria me dar bem. O “Vô José” tinha quadros maravilhosos de espátulas. E meu amigo Dominique também. Achei que seria fácil. Henry Miler, meu escritor favorito, pintava. Dizia que eram horríveis. Mas pintava! Comprei apenas uma tela. Seria aquela ou nenhuma.

Com todo aquele aparato em casa, no meu quarto, tudo pronto, comecei a pensar num motivo, num tema. Não vinha nada. Tentei fazer faixas coloridas, influenciado pela comunidade Color Lovers. Ficou terrível. Cores feias, tudo sujo. Foram várias tentativas de pintar essas faixas, mais de uma semana. Desisti de vez. No site é muito mais fácil e rápido. E não tem que ficar lavando o pincel. Um dia à noite, cansado, estava revendo o filme O Último Samurai, aquele com o Tom Cruise. Sou fascinado por mitologia, história, principalmente pela era de ferro e da espada. Neste filme, que conta o fim dos verdadeiros samurais, tem alguns cenários lindos. Fiquei olhando aquelas paisagens e imaginando que aquele Japão de final de inverno daria uma excelente imagem. Um excelente quadro. Dei pausa no frame desejado para a inspiração e lá se foram mais tentativas frustradas em mais uma semana inteira.

Lavei e separei tudo, pintei a tela de branco. No dia seguinte perguntei se o Binho queria o material, pois sempre soubemos que ele tinha mais facilidade com aquilo tudo. Ele quis. E logo na primeira investida, naquela minha primeira tela, ele fez um belíssimo retrato. Um senhor que parecia muito nosso avô José Maglovsky. Deve ter sido insconsciente. Eu ohei aquelas cores, aquelas pinceladas, analisei bem e nem acreditei. Em um único dia, o DJ Binho tinha feito um belíssimo quadro. Fui presenteado com ele. Que ironia. Mas é claro que estou brincando. Foi uma ironia boa. Achei muito bonito e gostei muito de recebê-lo. O nome do quadro? “Vô José”

Para ver mais quadros do Ruben clique aqui.

Penalidade Máxima

Há algum tempo atrás li num livro que contava a história do futebol, como os times de antigamente se comportavam ao fazer uma falta na área, a penalidade máxima. O livro dizia que os jogadores do time que cometia a infração se sentiam culpados por tal ato injusto contra o adversário. E por isso tomavam atitudes bem além do fair play. Assim, o próprio goleiro saía do gol, deixando-o aberto para o batedor apenas empurrar a bola pra dentro das redes e marcar o gol que. Gol que momentos antes seu próprio time havia impedido de acontecer de forma irregular.

Tentei encontrar rapidamente algo sobre isso mas não obtive sucesso. O que encontrei foi a história do inventor do Pênalti. O Irlandês Mister McCrum.

Passados poesia e história sobre o que li neste livro, o que vemos hoje é totalmente o contrário disso. A discussão ao redor da tal “paradinha” está cada vez mais nervosa. Vários comentaristas esportivos dando opiniões muitas vezes tendenciosas e alguns jogadores brasileiros lá da europa comentando que ela só funciona aqui no Brasil. Que despeito!

Neste fim de semana tivemos a melhor das “paradinhas” e toda a polêmica que ela carrega. No jogo contra o São Paulo, na volta de Robinho para o meu time do coração, o Santos Futebol Clube, houve pênalti, paradinha e reclamação. O Santos venceu merecidamente o arrogante time do São Paulo e segue líder no Paulistão 2010. Mas este não é o motivo deste texto. A regra diz que o jogador deve apenas dar um toque na bola para frente, sendo que em alguns casos alguns jogadores ensaiam uma jogada apenas dando um toque para frente, enquanto outro jogador vem e arremata a bola para o gol. Isto inclusive aconteceu num dos jogos finais da segunda divisão do Campeonato Mineiro de 2008. Ainda assim, tivemos reclamação por parte do goleiro do São Paulo, Rogério Ceni, mesmo adimitindo que já usou a “paradinha” umas três vezes em suas cobranças.

O que eu noto por aí é muito despeito por parte de vários comentaristas e blogueiros do esporte, por conta da reformulação econômica e eficiente do Santos, sempre contando com a base. E claro, do retorno de Robinho, um jogador que fez história e polêmica no Santos e nos times pelos quais passou. Mas que ainda assim é um craque. Todos duvidando de sua volta, de seu estado físico, de seu futebol, pois não estava bem na Inglaterra. Mas ele voltou e fez o gol da vitória num clássico. Ainda por cima de letra.

Eu mesmo não gosto muito da “paradinha”. Mas acho que seu eu fosse jogador hoje usaria. Os goleiros muitas vezes se adiantam e pegam os pênaltis, o que também não vale e raramente o juíz manda voltar.

Independente de tudo isto, enquanto a “paradinha” for válida pela FIFA e aqui no Brasil, que os artilheiros façam bom uso dela. E que os goleiros fiquem espertos pois se ficarem parados na “paradinha”, têm grandes chances de surpreender o batedor e pegar a cobrança.

O Mundo das Cervejas

Descobri que sou um grande apreciador de cerveja. Fui apresentado para o mundo vasto das cervejas boas. Um mundo muito além das nossas famosas “pilsens” nacionais. Quem me atentou para este mundo e acabou desencadeando uma mania foi meu cunhado Felipe. Depois disso começaram as visitas aos restaurantes especializados em tipos de cerveja como o Café Vienna, Frei Tuck e invariavelmente as visitas ao posto Rodela, que foi descoberto pelo nosso amigo cervejeiro Tande. O posto tem todos os tipos de cerveja, inclusive com os copos apropriados para apreciação.

Na última quinta-feira fizemos uma degustação de cervejas de trigo alemãs. Foi um teste cego, divertido. Todos anotando o que sentiam, desde o aroma, sensações, corpo, álcool etc. Criamos um blog com o nome Habeas Corpvs com avaliações e harmonizações. Fiz um cadastro no site Brejas. Uma portal da cerveja onde os confrades avaliam as cervejas, comentam os posts no blog interno e interagem na comunidade online. Além disso, há uma relação de pratos para harmonização desenvolvida por nutricionistas. Estes dão as melhores combinações para experimentar uma boa cerveja e um bom prato ou sobremesa.

Essas cervejas ainda são caras por aqui. Acho que teremos o mesmo processo do vinho, que era muito caro no começo e hoje já é bem mais acessível. Quem quiser começar a experimentar o mundo das Ales, IPA, Lager, Draft, Stout, Tripel enfim, uma infinidade vasta de rótulos e estilos, cada um obviamente com um sabor e com diferentes aspectos pode se aproveitar da grande entrada das importadas nos supermercados e bares. E também das nacionais caseiras de ótima qualidade.

Sobre o título

Não é um título permanente mas é um ótimo começo.

O Colosso da Marússia é o título de um dos livros de Henry Miller, um de meus escritores preferidos. Nele, Henry conta sobre sua viagem à Grécia e suas descobertas nas maravilhosas ilhas. Nas idas de barco e balsa de um lado pro outro, nos copos d’água gelados que os garçons servem a todo momento e, segundo ele, na melhor coisa que existe na Grécia: os gregos. Henry Miller não economiza nem um pouco ao falar sobre os gregos: amistosos, simpáticos, cordiais, leais, gentis e por aí vai. Conta também sobre o interessante encontro e a amizade que se forma com o filósofo Katsimbalis, um dos pontos altos do livro.

O melhor de tudo é que este livro é ótimo de ser lido. Teoricamente o que todo livro deveria ser mas o que não ocorre com frequência. Rapidamente você entra na viagem junto com ele e praticamente consegue sentir o que acontece em toda a narrativa. Miller é famoso por seus polêmicos livros, Trópico de Câncer e Capricórnio e a trilogia, A Crucificação Encarnada, também conhecida por outros nomes, Sexus, Plexus e Nexus. Mas é neste livro que eu encontrei uma boa e verdadeira história de Henry, sem muitos devaneios e com uma sinceridade maior e explícita bem mais interessante. Pode ser que a idade tenha realmente feito bem à ele.

Estava lendo uma entrevista antiga com Henry na Playboy americana e quando perguntaram pra ele, por qual dos livros ele gostaria de ser lembrado, ele respondeu: O Colosso da Marussia!