Eperdu [fxs]

Screen Shot 2017-08-14 at 4.00.37 PM.png

Eperdu [fxs] é meu projeto de música solo. Para apresentá-lo tenho que contar um pouco de história. Quando fui morar em Belo Horizonte, há quase 20 anos, me trasferi para Escola de Design e conheci o Marcos Loureiro, que é guitarrista e acaba de lançar um disco What’s in the box. Além da amizade que se criou, o que sempre nos uniu foi a música. Embora os gostos não fossem totalmente alinhados, a química deu certo. Entre o technopop, a música eletrônica, o black metal e o rock tinha alguma coisa. E foi aí que decidimos começar a fazer um som juntos.

Nos encontramos na casa do Marcos para tocar os primeiros acordes. Eu levei meu teclado, era o que eu tinha na época, um Casio de apenas quatro oitavas e o Marcos plugou sua guitarra Fender no ampli. Foi ali que nasceu o Enjoy, que no começo se chamou Woespleen. Com essa junção, um mineiro metaleiro e fã de Mike Patton com um paulista technopop, fã de Roxy Music, só podia ter saído um som híbrido. Nosso som era rotulado de gótico, EBM, industrial, Live e era justamente essa mistura de guitarras pesadas, melódicas e sintéticas, com muitas linhas de synth, bateria eletrônica, voz limpa e muito noise que criava toda essa mistura. Por fim, meu irmão se juntou à banda para tocar os teclados ao vivo junto comigo, já que eu também fazia o vocal. Outro amigo tocou baixo por um curto período. Depois de um tempo tocando em três, fomos apresentados ao Psico, que além de um músico criativo e talentoso, é produtor e DJ. Psico é dono de um dos projetos mais reconhecidos no cenário eletrônico mundial, o Psicoff. E a banda ficou assim até o fim, Marcos, Psicoff, DJ Binho e stemamo.

Nós lançamos três álbuns, um deles produzido por um selo independente. Fizemos shows por algumas partes do Brasil. As experiências desses shows poderiam dar um livro, quem sabe. E é claro, ficou a amizade e muito material sonoro.

Em 2007, quando estávamos quase acabando com os encontros da banda para ensaiar, acordei com a palavra Eperdu na mente. Eperdu é uma palavra francesa e também nome de uma canção do Cocteau Twins, uma de minhas bandas favoritas. Como acredito na energia que nos rodeia e nos influencia, dei esse nome ao meu projeto. Incluí a sigla [fxs] e quase que naturalmente me vieram à mente os símbolos que se replicam infinitamente para criar o logo e os elementos do nome.Screen Shot 2017-08-14 at 4.02.33 PM.pngA música também veio tão naturalmente quanto o nome e seus elementos gráficos. Acabei criando um som etéreo, também híbrido, ambiente e sensorial. Lancei o álbum Unconscious Thoughts em 2010. Após o lançamento deste álbum eu foquei todas as minhas energias no desenvolvimento de trilhas e sound design para jogos digitais. Destaco a trilha do jogo Pesadelo – Regressão, da Skyjaz Games. Desde que tive a ideia do projeto Eperdu [fxs], eu queria trabalhar com projetos sinestésicos e explorar essas possibilidades. E um jogo de terror é perfeito para isso.

Recentemente o álbum Unconscious Thoughts, de 2010, foi remasterizado pelo Psicoff e lançado no Spotfy, Apple Music, Amazon e todos os outros serviços de streming disponíveis. Em breve a trilha completa de Pesadelo – Regressão também estará disponível nestes mesmos canais.

Site do Eperdu [fxs] – https://www.eperdufxs.com.br

Abaixo a playlist do disco.

Enjoy it!

Anúncios

Sinestesia

Estava agora mesmo a procurar algum tópico relacionado ao assunto sinestesia dentro de UX (User Experience). E numa das buscas, no blog Sinestesia, caio numa análise do álbum chamado Lloyd Cole, do artista Lloyd Cole. Leio a resenha, curto, vou no Youtube, nosso player de todo dia e, me deparo com aquela clima nostálgico de um bom álbum de 1990.

Me lembrou demais aquelas épocas em que ia até o quarto do meu tio Ricardo, Klaxon, pegar algum CD aleatoriamente escolhido pela capa. E alguns livros e HQs também. E quanta coisa boa vinha daquelas degustações audiovisuais, ou melhor, sinestésicas.

É isso, está tudo na nuvem, voando, confluindo, as vezes você capta alguma coisa boa e pega. Já ouvi gente grande falando isso. E que bono.

bjs

10 discos – 10 games

Essas correntes do Facebook vão e voltam. Fiz uma lista com os 10 discos e 10 games que mais marcaram a minha vida até aqui. E é claro que se tivesse feito ontem ou se fizesse amanhã ela seria diferente.

As de hoje são:

10 Discos

1. Pink Floyd – The Wall
2. Kraftwerk – Trans Europe Express
3. OMD – Organization
4. Roxy Music – Avalon
5. Mark Knopfler – Screenplaying
6. Depeche Mode – Music For The Masses
7. Cocteau Twins – Victorialands
8. Killing Joke – Democracy
9. Dead Can Dance – Dead Can Dance
10. XTC – Skylarking

10 jogos

1. Turtles (Odyssey)
2. Alex Kid (Master System)
3. Collums (Master System)
4. Sonic (Mega Drive)
5. Streets Of Rage II (Mega Drive)
6. Resident Evil (Play 1)
7. God Of War (Play 2)
8. CoD (PS3)
9. Red Dead Redemption (PS3)
10. Last of Us (PS3)

Exceto quando acontece com você

Algumas coisas você só percebe quando acontecem com você. Como quando você compra um carro numa cor exótica e acaba vendo um da mesma cor a cada esquina. E ainda pensa, puxa como não tinha notado tantos antes? Exemplo idiota mas que ilustra bem.

Esta música do Neil Diamond, que devo ter ouvido várias e várias vezes de tabela na infância, é muito apropriada para o momento. Mesmo não importando muito o ponto de vista de quem escuta ou de quem sofre algo pela primeira vez. Agora é a vez.

Front Page Story

She wakes up
She’s leaving
She sets out so assured
That she can find
The life that she believes in

She’s glad now
It’s over
She never should of gotten so involved
At least that’s what she told him

And it’ ain’t a Front Page Story
Won’t even make the papers
Somebody breaks a heart in two
And it happens much too often
Won’t ever make the headlines
Somebody’s broken heart ain’t new
Except when it happens to you

He wonders
What happened
He thinks of all the things
He might have done
Why shouldn’t she believe him

He wakes up without her
And never really knows
Just what went wrong
But it’s all wrong without her

And it ain’t a Front Page Story
Won’t even make the papers
Somebody breaks a heart in two
And it happens much too often
Won’t ever make the headlines
Another broken heart ain’t new
Except when it happens to you

It ain’t a Front Page Story
Won’t even make the papers
Somebody breaks a heart in two
And it happens much too often
Won’t ever make the headlines
Somebody’s broken heart ain’t new
Except when it happens to you
No no no

Won’t make the headlines
Somebody breaks a heart in two

No no no
Oh no no

Somebody’s broken heart ain’t news
Except when it happens to you

No no no
Won’t make the headlines
Somebody breaks a heart in two

No no no
Oh no no
Somebody’s broken heart ain’t news

Imagens Híbridas

Há pouco mais de um mês, me convidaram pra fazer o curso de imagens híbridas do Grupo Luz, pessoal de sampa, feras em tratamento e montagem de imagens – imagens híbridas. Isto está totalmente na moda hoje em dia, tanto na publicidade quanto na moda e design gráfico em geral. Praticamente não há uma imagem sequer que esteja num anúncio de revista, que não seja uma montagem. Muitas vezes o que denuncia isso são as montagens mal feitas, mostrando erros de perspectiva e proporção e, principalmente, de luz e sombra.

No curso, várias dicas sobre como recortar, tratar e até mesmo finalizar imagens. Ganho de pontos para impressão, tratamento por meio de filtros para ressaltar cores e camadas e, reproduzir tipos de arte característicos de épocas e equipamentos. Tipos de iluminação para foptografar, dependendo da intenção final e dicas sobre equipamentos e programas, um ótimo curso e muito bem ministrado pelo pessoal do Grupo Luz.

No final do curso, fotografamos uma modelo no estilo guerreira, para montar uma “imagem híbrida”. Todo o restante da imagem nos foi passado aos pedaços, para testar se tínhamos mesmo captado todas as dicas de montagem, perspectiva, foco, iluminação e, claro, a manipulação do photoshop pra fazer a imagem.

Hoje fiquei sabendo que minha imagen foi a vencedora. Ganhei um curso do Grupo Luz e uma assinatura da revista Photoshop Desktop por um ano.

Lá no curso ainda, quando fomos fotografar, vimos que a modelo era muito novinha, não tinha cara de guerreira. Logo estávamos eu e Rogério, daToca Filmes, convencendo nosso grupo disso. Todos concordaram e resolvemos tirar uma foto dela com um ar mais taciturno. Como se fosse, ao invés de uma guerreira destemida, uma aldeã, assustada e desolada. Deu certo. Por se tratar de uma imagem medieval, combinou muito bem com o ar que queríamos dar à foto. Neste caso não achei que caberia à ela segurar em punho a espada, por isso, deixei-a lá no fundo, numa referência clara a Excalibur. A águia, pra mim, era só um elemento complicador do cenário, mas acabou que coloquei duas, dando um ar mais natural à cena. Por fim, usei de forma mais correta, o que já usava direto sem saber exatamente o que era. Lomografia. Este termo veio do nome da marca de câmeras russas Lomo. Depois conto mais sobre as Lomo. Interessante hoje é que todos usam este recurso, de tirar um pouco da saturação da imagem e ao mesmo tempo ressaltar algumas cores e contornos, dando mais profundidade à imagem. Pra deixar ainda mais dramática a cena, deixei-a bem escura e num tom cinza, puxando pro verde. O resultado final pode ser visto na imagem abaixo. Eu gostei. É uma uma imagem híbrida mas se olhar bem, parece mesmo uma imagem natural.