Manutenção

Este blog começou quando descobri que a Locaweb disponibilizava este serviço com meu URL personalizado. Antes era http://blog.stemamo.com. E era um serviço “linkado” ao WordPress.

Depois de alguns anos a Locaweb descontinuou este serviço. Recebi um aviso para migrar meu blog para um servidor WordPress, para não perder meus dados, posts etc. Tentei isso por vezes e não deu certo. Como já era usuário do WP, tinha um URL guardado com meu nome, stemamo. Falei com alguns amigos que entendem muito de programação mas também não conseguiram me ajudar.

Só me restou fazer do jeito mais difícil. Colei todos os posts numa página do Pages, programa correspondente ao Word da Apple, e passei tudo, post por post, para cá. Ao fazer isso perdi todos os comentários, tags e imagens. Começou tudo do zero.

Uma pena. Mas pelo menos consegui mater o blog com seus posts originais.

A justificativa da Locaweb faz sentido. Obviamente que eles não estavam conseguindo se atualizar com os blogs na mesma velocidade e capacidade do WordPress. Por isso deixaram isso de lado. Agora o blog tem mais recursos. Posso até fazer posts pelo celular. E também um novo template, mais clean e atual.

Agora sim, até a próxima!

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Interview on Blur Designs

Em fevereiro deste ano, fui convidado por Frazer Wilson, da comunidade Blur Designs, para participar de uma entrevista. Esta seria sobre o meu trabalho gráfico para a minha banda, EnjoyLive. Tudo isto se deu depois do próprio Wilson ter me convidado para fazer parte do Blur, ao ver meus trabalhos no Bëhance. A capa do Synthmatic entrou para os trabalhos selecionados da comunidade. Abaixo a entrevista completa em português. No final do post, os links para a entrevista original no blog blur, a comunidade Blur Designs e minha página lá.

Fale-nos sobre a criação para o EnjoyLive.
A banda nasceu em Belo Horizonte, em agosto de 2000, logo que tinha chegado de São Paulo, na Escola de Design – UEMG, onde conheci o designer e músico Marcos Loureiro. Ou seja, querendo ou não, foi a junção de 2 designers na música. Acho que por isso e também pelo tipo de música que queríamos fazer, sempre tivemos muito cuidado com os conceitos visuais e com a estética da banda. As atividades de composição e letras estavam sempre recheadas desses conceitos. O nome que a banda teria, o tipo de logo, as cores que usaríamos, o estilo, direção de arte e fotografia, sempre pensamos no projeto como um todo. Passados estes momentos iniciais e as muitas mudanças que tivemos, começamos a compor e os discos a sair. O design das capas sempre esteve totalmente ligado ao momento que nós vivíamos com a banda. Além disso, ao participar da composição, arranjo, letras e finalização das músicas, sempre fiquei muito dentro de todo o processo, desde o começo das ideias até a masterização e arte dos projetos. Isso fez com que pudesse brincar com o tudo o que eu já sabia sobre os discos e sua história, não precisando de um briefing de um terceiro. O máximo que fazíamos era trocar algumas ideias sobre os conceitos que mais se aproximavam do disco na questão visual e, a partir daí, o trabalho se desenvolvia com muita facilidade. O som sempre foi eletrônico. Mas no começo era bem gótico. Tinha uma aura dark e isso foi influência para o design. Todos os projetos que desenvolvi para o Enjoy, desde o logo até as capas de CD, site, Twitter, Myspace e vídeos sempre estiveram inseridos no momento da banda. Por exemplo, no final de 2005 lançávamos o disco Synthmatic. Foi uma sequência de acontecimentos importantes que tiveram incidência direta nos resultados do que íamos fazer. Um membro da banda tinha saído de forma não amigável para ambos os lados. Tínhamos praticamente perdido um disco inteiro por isso. Tivemos que nos acertar e resolver como seria o novo som. Apenas 3 iriam fazer o que 4 faziam. No final do disco, na masterização, percebemos que tínhamos um disco nervoso, bem emotivo e que misturava tudo isso já com nosso som híbrido, pesado e de batidas dançantes. A capa do disco resume bem isso. Uma amálgama do símbolo do Enjoy (kpetão), que eu havia desenvolvido em 2004 para o lançamento do nosso primeiro site, unido às nossas faces. Virou uma ilustração sintética do que nós e o Enjoy éramos – Synthmatic. Depois disso a banda passou por mais mudanças e os conceitos gráficos sempre acompanharam tudo. Acho que o mais importante sobre o meu desgin para o Enjoy é justamente o que eu disse sobre o briefing e conceito. Eu já estou por dentro de tudo e assim fica muito mais fácil criar e ousar. Posso fazer praticamente o que quiser neste sentido pois, depois de passar muito tempo num projeto, participando de todas as etapas, é praticamente impossível não absorver o conteúdo e depois deixá-los transparecer nos resultados.

Se você tivesse que descrever seu estilo de design em 3 palavras?
Eclético, Meticuloso, Ousado (tive muita dificuldade em achar essas 3 palavras. Foi um bom exercício.)

Se você pudesse escolher seria músico ou designer?
As duas coisas tem muitas particularidades e similaridades. É preciso ser criativo, cuidadoso, pesquisador, organizado, conhecedor, talentoso, habilidoso e proativo. E nos dois é difícil provar que é algo que faz diferença e que se pode e deve ganhar dinheiro com eles. Acho que nunca conseguiria ter um sem o outro. Mas se fosse pra escolher realmente, seria músico. Gostaria de saber como seria viver apenas compondo e fazendo música, tocando por aí. Mas é claro, coitado do designer que fosse fazer minhas capas e artes, chegaria nele com um briefing bem meticuloso e o resultado teria que me surpreender e agradar, se não… Neste caso acho que o músico daria lugar ao desginer e vice-versa.

Você acha mais criativo fazer design para trabalhos impresso ou para web?
O projeto em si e sua vontade de desenvolvê-lo é que pode limitar ou soltar a criação. No caso dos trabalhos impressos, ficamos presos aos tipos de impressão, papel, formatos etc. Mas acho que é perfeitamente possível desenvolver trabalhos criativos, bons e diferentes nos impressos. Sem contar as coisas que se pode fazer com tecnologia hoje. Na web temos quase que os mesmos limites de formato, tela, velocidade, transimissão etc mas é algo intangível. Há coisas que você só pode fazer na web, dando uma sensação maior de liberdade e criatividade. Mas por incrível que pareça eu gosto muito dos impressos e de poder sentir e pegar nos resultados finais dos projetos com as mãos. Ver um logo que você criou impresso na etiqueta da camiseta, na fachada da loja, no carro, no cartão, na embalagem, na sacola, no site, é algo bem recompensador.

O Brazil será campeão da Copa do Mundo neste verão?
Bem, aqui no Brasil será inverno na época, assim como na sede da Copa do Mundo, a África do Sul (rs). Eu acho que as copas estão relacionadas a outras coisas que não só vencer pelo futebol em si. Eu não gosto do estilo do Dunga de comandar o time. Não tem cara de Brasil a que nos acostumamos ver, com um futebol leve, bonito e de toque de bola rápido e envolvente, como meu time, o Santos, vem jogando atualmente. Temos craques de bola mas o técnico preferiu se render ao estilo europeu de retranca e marcação forte, que definitivamente não é a nossa praia. Mas mesmo assim, acho que o Brasil é sim um forte candidato a campeão do mundo mais uma vez, até pelo talento individual dos jogadores. Acho também que outros países podem ter esse mérito. Pra mim, levando-se em conta o momento, Inglaterra, Espanha, Itália e Brasil são os fortes candidatos. Mas ainda bem que é uma Copa do Mundo de futebol e, como tudo no futebol, poderemos ter surpresas.

Se você tivesse que fazer uma pergunta para um designer numa entrevista, qual seria esta pergunta?
Será que ele escolheria outra profissão se pudesse voltar no tempo?

Post original da entrevista

Blog Blur Designs

Comunidade Blur Designs

Minha página no Blur Designs

Moleskine

Você sabe o que é um moleskine? É um sucessor dos cadernos de anotações antigos, usados por vários pensadores e artistas como, Vincent Van Gogh, Picasso dentre outros. Desde 1998, a empresa italiana Modo & Modo reproduz este “caderno” em várias versões. Para música, sketches, anotações, diário, pautado etc. O nome Moleskine acabou virando sinônimo de caderno de anotações ou rascunho “estiloso”. Possui um papel com gramatura mais elevada, menos branco, e geralmente a capa é dura. Sempre em um material mais resistente como alumínio, couro ou madeira. Possui elástico pra fechar e marcador de páginas. É realmente um negócio interessante e gostoso de se ter. Uma vez que você começa a usar, não quer parar mais. Além, é claro, de ser um objeto de desejo, pois é muito bonito e realmente muito útil. Todos querem saber o que é aquilo, pra que serve, parece um livro.

Eu já usava os tais moleskines desde que me mudei pra BH, em janeiro de 2000. Fiz vários desenhos em alguns deles mas sempre tinha medo de usá-los para fazer rascunhos ou rabiscos, medo de desperdiçar algo tão bonito. Mas isto é besteira, ele foi feito pra isso mesmo, para as idéias não irem embora. Hoje em dia toda idéia que tenho, vai pro caderno. E fica lá, registrado. Praticamente um livro de processos. Todo o desenvolvimento criativo fica guardado no livro. Seja um novo logo, músicas novas, ou idéias sobre qualquer tipo de coisa. Em plena era digital é até engraçado ver a volta do moleskine com tudo. O cara que é atualizado, hoje, tem uma bolsa com um laptop e um moleskine.

Há um site oficial do Moleskine. Dentre os endereços onde se pode encontrar um moleskine oficial estão a Freebok em SP e praticamente em todas as livrarias grandes como FNAC, Llivraria de Vila. Fora o Moleskine oficial há varios outros – não oficiais – e que são muito bons também. Geralmente em museus de arte, cafés e livrarias mais interessantes, sempre há um modelo artesanal feito em menor escala e em vários formatos.

Wrong

Depeche Mode, uma das minha bandas preferidas, acaba de lançar seu novo álbum lá fora. Mês que vem chega aqui, mas é óbvio que já vazou um monte de coisas na net, mesmo antes de colocarem o clip oficial no site deles. Aliás, um clip desesperador, bem agressivo e asfixiante, assim como a música – Wrong. A meu ver, o DM voltou a ser dark. Martin L. Gore, guitarrista e principal compositor, comentou isso.

Acabei de escutar alguns “wrong remixes”, numa compilação chamada Songs of the World. Pra variar os remixes são muito bons e muito bem produzidos. Quem faz música, e ainda música eletrônica, pode entender perfeitamete o que estou dizendo. Cada coisa em seu lugar, cada barulhinho brilhando no lugar certo, cada timbre de percussão eletrônico batendo na hora certa. Se os caras estão velhos, não quer dizer que estão desatualizados. O DM sempre soube como alinhar suas músicas de forma atual, poucos discos soam datados. Tirando alguns poucos dos anos 80, mais por questões de equipamentos da época, mesmo assim com ideias muito boas de arranjo e composição.

Letra

Wrong
I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique
Wrong
Wrong
There’s something wrong with me chemically
Something wrong with me inherently
The wrong mix in the wrong genes
I reached the wrong ends by the wrong means
It was the wrong plan
In the wrong hands
With the wrong theory for the wrong man
The wrong lies, on the wrong vibes
The wrong questions with the wrong replies
Wrong
Wrong
I was marching to the wrong drum
With the wrong scum
Pissing out the wrong energy
Using all the wrong lines
And the wrong signs
With the wrong intensity
I was on the wrong page of the wrong book
With the wrong rendition of the wrong hook
Made the wrong move, every wrong night
With the wrong tune played till it sounded right yeah
Wrong
Wrong
Too long
Wrong
I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique
Wrong

O produtor é o mesmo de Playing the Angel, Ben Hillier, disco que não gostei muito. Mas diferente de seu antecessor, Sounds of the Universe parece ser muito bom, resgatando a boa essência da banda.

Toda a parte visual ficou por conta, mais uma vez, de Anton Corbijn. Já virou o designer oficial da banda e dos membros da banda. Eu gostei do material. O site e todo o resto está com um visual mais clean e simplório. Uma tendência atual e mundial da comunicação. E já que o disco é Sounds of the Universe, nada mais coerente. O logo mudou pra bastões vetoriais, a capa segue o mesmo estilo e o site também. O palco também segue este conceito só que com um clima mais dark e soturno, com menos luz, chegando mais perto do clima do clilp, wrong.

No site oficial do DM e no YouTube já tem várias amostras, até mesmo do show em Berlim, Live at Echo Awards, que está na cara que é um playback mas ainda assim bono.

Track List divulgado na net:

In Chains
Hole To Feed
Wrong
Fragile Tension
Little Soul
In Sympathy
Peace
Come Back
Spacewalker
Perfect
Miles Away’/’The Truth Is
Jezebel
Corrupt

Agora é esperar pelo show, em outubro, em sampa.

Hail!

Colour Lovers

Descobri um site que é uma comunidade de criadores de cores e paletas. A partir delas você cria paletas e padrões e vai armazenando no seu perfil. Outros usuários podem adicioná-lo, comentar, favoritar e usar suas paletas, cores e padrões. Além disso, o usuário pode baixar as paletas em vários formatos para usar em algum trabalho gráfico, design de ambiente, moda ou uma padronagem de design de superfície.

Fiquei sabendo, ao entrar na comunidade, que o site foi eleito pelo segundo ano consecutivo como melhor site de comunidades da web. E isto realmente é merecido. O design é agradável e os usuários tem um foco em comum que não só bate-papo ou publicar fotos e comentários. Há uma troca de cores e idéias a partir de sensações, experimentações e trocas de experência. Gera um trabalho em conjunto. É a tal da semântica na web. Podemos encontrar fotos num banco de imagem no tom de uma cor específica de uma paleta. Criar padrões de cores a partir de uma paleta que você goste sem ser necessariamente sua. Linkar suas paletas, divulgar algum trabalho em que usou uma paleta de alguém ou se inspirar com a multpicidade de cores e belos padrões.

Para dar início ao meu trabalho no ColourLovers, me inspirei nas capas da banda Cocteau Twins. Não é o primeiro trabalho que desenvolvo com este motivo. Gosto muito desta banda e das sensações que eles causam a partir da sonoridade cheias de texturas. As capas são verdadeiros trabalhos de arte inspirados nesses sons intangíveis e belos. Cada paleta ganhou o nome de um Single, Ep ou álbum em questão. As cores que criei a partir disso receberam os nomes das músicas, dos membros da banda e de coisas relacionadas. Foi divertido fazer um trabalho todo “linkado” deste jeito. Um trabalho solto e com uma bela inspiração. As cores deram origem a padrões e comentários diversos de alguns usuários. Um deles disse que adorava um dos singles em que me inspirei e que também iria fazer algumas paletas em homenagem ao Cocteau Twins.

Agora, resolvi fazer alguns trabalhos impressos e digitais, utilizando estas paletas que criei para dar continuidade ao desenvolvimento de trabalhos mais soltos e mais paletas de cores.

Quem quiser conhecer o resultado, acesse aqui.