Penalidade Máxima

Há algum tempo atrás li num livro que contava a história do futebol, como os times de antigamente se comportavam ao fazer uma falta na área, a penalidade máxima. O livro dizia que os jogadores do time que cometia a infração se sentiam culpados por tal ato injusto contra o adversário. E por isso tomavam atitudes bem além do fair play. Assim, o próprio goleiro saía do gol, deixando-o aberto para o batedor apenas empurrar a bola pra dentro das redes e marcar o gol que. Gol que momentos antes seu próprio time havia impedido de acontecer de forma irregular.

Tentei encontrar rapidamente algo sobre isso mas não obtive sucesso. O que encontrei foi a história do inventor do Pênalti. O Irlandês Mister McCrum.

Passados poesia e história sobre o que li neste livro, o que vemos hoje é totalmente o contrário disso. A discussão ao redor da tal “paradinha” está cada vez mais nervosa. Vários comentaristas esportivos dando opiniões muitas vezes tendenciosas e alguns jogadores brasileiros lá da europa comentando que ela só funciona aqui no Brasil. Que despeito!

Neste fim de semana tivemos a melhor das “paradinhas” e toda a polêmica que ela carrega. No jogo contra o São Paulo, na volta de Robinho para o meu time do coração, o Santos Futebol Clube, houve pênalti, paradinha e reclamação. O Santos venceu merecidamente o arrogante time do São Paulo e segue líder no Paulistão 2010. Mas este não é o motivo deste texto. A regra diz que o jogador deve apenas dar um toque na bola para frente, sendo que em alguns casos alguns jogadores ensaiam uma jogada apenas dando um toque para frente, enquanto outro jogador vem e arremata a bola para o gol. Isto inclusive aconteceu num dos jogos finais da segunda divisão do Campeonato Mineiro de 2008. Ainda assim, tivemos reclamação por parte do goleiro do São Paulo, Rogério Ceni, mesmo adimitindo que já usou a “paradinha” umas três vezes em suas cobranças.

O que eu noto por aí é muito despeito por parte de vários comentaristas e blogueiros do esporte, por conta da reformulação econômica e eficiente do Santos, sempre contando com a base. E claro, do retorno de Robinho, um jogador que fez história e polêmica no Santos e nos times pelos quais passou. Mas que ainda assim é um craque. Todos duvidando de sua volta, de seu estado físico, de seu futebol, pois não estava bem na Inglaterra. Mas ele voltou e fez o gol da vitória num clássico. Ainda por cima de letra.

Eu mesmo não gosto muito da “paradinha”. Mas acho que seu eu fosse jogador hoje usaria. Os goleiros muitas vezes se adiantam e pegam os pênaltis, o que também não vale e raramente o juíz manda voltar.

Independente de tudo isto, enquanto a “paradinha” for válida pela FIFA e aqui no Brasil, que os artilheiros façam bom uso dela. E que os goleiros fiquem espertos pois se ficarem parados na “paradinha”, têm grandes chances de surpreender o batedor e pegar a cobrança.

Miles Davis – E.S.P

Tudo bem, falar de Miles Davis, ou melhor, falar bem de Miles Davis, é chover no molhado. Pode até ser. Mas quando se fala de música, especialmente de Jazz, acho que não tem essa de chover no molhado. Repetir elogios ou críticas positivas não passa de uma obrigação.

Navegando pela net, rapidamente pode-se achar vários textos e biografias sobre este artista único. No site Allmusic tem de tudo. Interessante foi um blog que achei estes dias, hipnotizado pelo disco da foto. O blog do Jojó. Nele tem um pequeno texto extraído do site já conhecido ejazz e uma observação interessante de um amigo do Jojó. “Um amigo querido diz que as pessoas, quando são jovens gostam do pop, com o passar do tempo descobrem a música erudita e acabam no jazz.”

No meu caso, poderia afirmar que este “pop” é na verdade o technopop e a new wave dos ano 80. A música erudita, clássica, folk, country, sempre estiveam presente em casa. Mas nunca fui muito de ouví-las sozinho. Recentemente, em 2002, comecei a ouvir alguns compositores de jazz. Miles Davis sempre foi o preferido. Depois de ficar viciado no Kind of Blue, “default” pra qualquer iniciante que se apaixone por este estilo de música e passar por outros mais alternativos dele como A Tribute to Jack Johnson, voltei uns anos na discografia e estou há meses repetindo o E.S.P. A primeira música também chamada E.S.P. é lieralmente hipnotizante. Mas a que mais gosto de todo o disco é a penúltima, Iris. Com um começo classudo e com uma belíssima linha de trompete no melhor estilo Miles, suave e simpática, não dá vontade de parar de ouvir. A segunda parte é muito boa e nela você começa a entrar de cabeça no mundo desta criação. Me dá uma sensação muito boa ouví-la. A cada dia que passa estou cada vez mais exigente para ouvir música. E, ao que parece, cada vez mais “velho” no gosto musical. O que posso dizer, é uma coisa boa.

Pra quem quiser conhecer, no site do UOL é possível ouvir pelo streaming. Vale a pena.

O Mundo das Cervejas

Descobri que sou um grande apreciador de cerveja. Fui apresentado para o mundo vasto das cervejas boas. Um mundo muito além das nossas famosas “pilsens” nacionais. Quem me atentou para este mundo e acabou desencadeando uma mania foi meu cunhado Felipe. Depois disso começaram as visitas aos restaurantes especializados em tipos de cerveja como o Café Vienna, Frei Tuck e invariavelmente as visitas ao posto Rodela, que foi descoberto pelo nosso amigo cervejeiro Tande. O posto tem todos os tipos de cerveja, inclusive com os copos apropriados para apreciação.

Na última quinta-feira fizemos uma degustação de cervejas de trigo alemãs. Foi um teste cego, divertido. Todos anotando o que sentiam, desde o aroma, sensações, corpo, álcool etc. Criamos um blog com o nome Habeas Corpvs com avaliações e harmonizações. Fiz um cadastro no site Brejas. Uma portal da cerveja onde os confrades avaliam as cervejas, comentam os posts no blog interno e interagem na comunidade online. Além disso, há uma relação de pratos para harmonização desenvolvida por nutricionistas. Estes dão as melhores combinações para experimentar uma boa cerveja e um bom prato ou sobremesa.

Essas cervejas ainda são caras por aqui. Acho que teremos o mesmo processo do vinho, que era muito caro no começo e hoje já é bem mais acessível. Quem quiser começar a experimentar o mundo das Ales, IPA, Lager, Draft, Stout, Tripel enfim, uma infinidade vasta de rótulos e estilos, cada um obviamente com um sabor e com diferentes aspectos pode se aproveitar da grande entrada das importadas nos supermercados e bares. E também das nacionais caseiras de ótima qualidade.

Sounds of The Universe

Pode estar cedo para um parecer. Mas este novo disco do DM está bem estranho. Eu que sou fã e fiz um post aqui, logo que o clip de Wrong saiu na net, não estou assimilando muito bem. Falei inclusive que se o disco fosse todo no estilo de wrong, seria um belo disco, mais dark e industrial. Mas, o DM já fez isso antes. Em 1997, lançou o single Barrel of a Gun do disco Ultra, um dos melhores na minha opinião. Uma música pesada e industrial, cheia de texturas e com um clima negro. E o próprio disco não era assim.

O mesmo aconteceu com o SotU (Sounds of the Universe). Wrong é muito boa, moderna e com uma batida que, como disse bem meu companheiro de banda, Psico, lembra algumas músicas do Marilyn Mason.

Alguns fãs na net estão dizendo que o disco é uma homenagem da própria banda para todos os álbums e fases deles. Se você começar a forçar, pode até começar a ver algo assim. Mas eu não acredito nisso. Pode ser que sejam restos de estúdio, músicas que ficaram pra trás e que resolveram lançar agora com uma nova roupagem. Disseram isso também quando lançaram o Exciter em 2002. Mas também não creio. Não importa o que seja, o disco, na minha opinião de fã do DM e de quem acompanha a banda desde 1990, é que ele é fraco e estranho. Com umas melodias bem estranhas pra quem está acostumado com a banda.

Me parece aquelas coisas de produtor. O Dave sempre cantou com aquele vocal mais poderoso e grave, até mais anos 80, mas que era característico da banda e dele. Depois que lançou o primeiro disco solo, logo depois do Exciter, começou a cantar em tons mais altos. E realmente, sua voz não é a melhor nesses altos. Por isso que eu digo mais uma vez que parece papo de produtor. Quando você chega pra gravar um disco e o cara começa: “pô, você tem uma puta voz, vamos explorar mais isso, outros tons, mais altos…” e por aí vai.

Há vários elementos e timbres antigos neste disco, coisas que me lembram o Black Celebration. Na primeira música, In Chains, tem um monte. Na paradinha do refrão tem umas percussões eletrônicas que parecem sair do DX7. A segunda música tem aquelas percussões eletrônicas que o DM gosta de usar, com uns barulinhos space/disco. A terceira é Wrong, muito boa. Mas eu ainda prefiro a versão do single remix – Wrong (Wrong Replies Mix by SLAPPER – Final). Fragile Tension começa como uma música do Erasure, mas fica boa no meio e o refrão não é legal, com o Dave dando um grito agudo. Os timbres MIDI antigos são até legais. As guitarras mal se precebe. Little Soul, é uma daquelas músicas boas do Martin, como Comatose do Exciter. Esta seria a música mais estranha de um disco normal do DM, mas neste caso, é mais uma estranha. Os timbres do refrão parecem a banda dos anos 70 Electric Light Orchestra. In Sympathy, no mesmo estilo da quarta música, Fragile Tension, mas menos interessante ainda. A sétima música foi a que mais estranhou todo mundo com quem conversei. Peace. Começa com um synth bass, no estilo Major Tom do Peter Schilling. Anos 80 total. A linha de voz, fazendo força pode lembrar Across The Universe, dos Beatles. O refrão é bizarro. Tem muita letra pra pouco tempo e um gritinho anos 80 do Dave no final horrível. A oitava canção é Come Back. Estilo Exciter, minimalista e boa. A nona, Spacewalker é muito boa. É a música instrumental do disco, como em todo disco do DM. Aquelas vinhetinhas como Easy tiger do Ultra. Muito boa. A décima é Perfect. Um belo refrão e uma sonoridade e melodia 80 com timbres de synths no melhor estilo sine lead. Esta é uma boa canção, mesmo com o Dave mantendo a voz lá em cima o tempo todo. Miles Away é muito ruim. Tem até percussões eletrônicas que parecem fora do lugar. Os timbres são no mínimo duvidosos, assim como a linha de voz. Como todo disco do DM, não poderia faltar pelo menos uma referência à Bíblia. Jezebel, a penúltima música, cantada por Martin. Com vocais mais virtusos, efeito de voz lá no fundo, e umas percussões eletrônicas latinas ao som dos acordes da guitarra, é uma música meio estranha. Eu não gostei miuto. Destaque para o solinho depois de 2:25 de música, no estilo Love Thieves do Ultra, triste e soturno. Finalmente a última canção do disco, Corrupt. Com mais uma batida inspirada nos anos 80, arranjos minimalistas e a voz do Dave mais uma vez lá em cima. O que ainda piora nesta, é mais uma vez o uso dos corais entre Dave e Martin. Será que eles não perceberam que isto não estava dando certo desde o começo disco? Pelo jeito não. Mas esta dá pra ouvir numa boa.

Não gostei muito mas é melhor que Playing the Angel. Vida longa ao DM!

Moleskine

Você sabe o que é um moleskine? É um sucessor dos cadernos de anotações antigos, usados por vários pensadores e artistas como, Vincent Van Gogh, Picasso dentre outros. Desde 1998, a empresa italiana Modo & Modo reproduz este “caderno” em várias versões. Para música, sketches, anotações, diário, pautado etc. O nome Moleskine acabou virando sinônimo de caderno de anotações ou rascunho “estiloso”. Possui um papel com gramatura mais elevada, menos branco, e geralmente a capa é dura. Sempre em um material mais resistente como alumínio, couro ou madeira. Possui elástico pra fechar e marcador de páginas. É realmente um negócio interessante e gostoso de se ter. Uma vez que você começa a usar, não quer parar mais. Além, é claro, de ser um objeto de desejo, pois é muito bonito e realmente muito útil. Todos querem saber o que é aquilo, pra que serve, parece um livro.

Eu já usava os tais moleskines desde que me mudei pra BH, em janeiro de 2000. Fiz vários desenhos em alguns deles mas sempre tinha medo de usá-los para fazer rascunhos ou rabiscos, medo de desperdiçar algo tão bonito. Mas isto é besteira, ele foi feito pra isso mesmo, para as idéias não irem embora. Hoje em dia toda idéia que tenho, vai pro caderno. E fica lá, registrado. Praticamente um livro de processos. Todo o desenvolvimento criativo fica guardado no livro. Seja um novo logo, músicas novas, ou idéias sobre qualquer tipo de coisa. Em plena era digital é até engraçado ver a volta do moleskine com tudo. O cara que é atualizado, hoje, tem uma bolsa com um laptop e um moleskine.

Há um site oficial do Moleskine. Dentre os endereços onde se pode encontrar um moleskine oficial estão a Freebok em SP e praticamente em todas as livrarias grandes como FNAC, Llivraria de Vila. Fora o Moleskine oficial há varios outros – não oficiais – e que são muito bons também. Geralmente em museus de arte, cafés e livrarias mais interessantes, sempre há um modelo artesanal feito em menor escala e em vários formatos.

Wrong

Depeche Mode, uma das minha bandas preferidas, acaba de lançar seu novo álbum lá fora. Mês que vem chega aqui, mas é óbvio que já vazou um monte de coisas na net, mesmo antes de colocarem o clip oficial no site deles. Aliás, um clip desesperador, bem agressivo e asfixiante, assim como a música – Wrong. A meu ver, o DM voltou a ser dark. Martin L. Gore, guitarrista e principal compositor, comentou isso.

Acabei de escutar alguns “wrong remixes”, numa compilação chamada Songs of the World. Pra variar os remixes são muito bons e muito bem produzidos. Quem faz música, e ainda música eletrônica, pode entender perfeitamete o que estou dizendo. Cada coisa em seu lugar, cada barulhinho brilhando no lugar certo, cada timbre de percussão eletrônico batendo na hora certa. Se os caras estão velhos, não quer dizer que estão desatualizados. O DM sempre soube como alinhar suas músicas de forma atual, poucos discos soam datados. Tirando alguns poucos dos anos 80, mais por questões de equipamentos da época, mesmo assim com ideias muito boas de arranjo e composição.

Letra

Wrong
I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique
Wrong
Wrong
There’s something wrong with me chemically
Something wrong with me inherently
The wrong mix in the wrong genes
I reached the wrong ends by the wrong means
It was the wrong plan
In the wrong hands
With the wrong theory for the wrong man
The wrong lies, on the wrong vibes
The wrong questions with the wrong replies
Wrong
Wrong
I was marching to the wrong drum
With the wrong scum
Pissing out the wrong energy
Using all the wrong lines
And the wrong signs
With the wrong intensity
I was on the wrong page of the wrong book
With the wrong rendition of the wrong hook
Made the wrong move, every wrong night
With the wrong tune played till it sounded right yeah
Wrong
Wrong
Too long
Wrong
I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique
Wrong

O produtor é o mesmo de Playing the Angel, Ben Hillier, disco que não gostei muito. Mas diferente de seu antecessor, Sounds of the Universe parece ser muito bom, resgatando a boa essência da banda.

Toda a parte visual ficou por conta, mais uma vez, de Anton Corbijn. Já virou o designer oficial da banda e dos membros da banda. Eu gostei do material. O site e todo o resto está com um visual mais clean e simplório. Uma tendência atual e mundial da comunicação. E já que o disco é Sounds of the Universe, nada mais coerente. O logo mudou pra bastões vetoriais, a capa segue o mesmo estilo e o site também. O palco também segue este conceito só que com um clima mais dark e soturno, com menos luz, chegando mais perto do clima do clilp, wrong.

No site oficial do DM e no YouTube já tem várias amostras, até mesmo do show em Berlim, Live at Echo Awards, que está na cara que é um playback mas ainda assim bono.

Track List divulgado na net:

In Chains
Hole To Feed
Wrong
Fragile Tension
Little Soul
In Sympathy
Peace
Come Back
Spacewalker
Perfect
Miles Away’/’The Truth Is
Jezebel
Corrupt

Agora é esperar pelo show, em outubro, em sampa.

Hail!

Music For The Masses

Esses dias alguém comentou algo sobre EnjoyLive (minha banda), fazendo referência ao nome da música do Depeche Mode, Enjoy the Silence. Desde que surgimos e o Marcos (guitarrista) deu a idéia de colocar este nome na banda, que a princípio era só Enjoy, escutamos e lemos este tipo de comparação ou o que pensam que foi nossa inspiração.

Ontem estava lembrando disso. E a banda Depeche Mode realmente faz parte integral e importante da minha vida e da banda Enjoy. Estava ontem no calor de BH a relembrar do primeiro dia em que escutei DM e isso realmente me chamou a atenção.

Devia ser 1991, em uma daquelas festinhas/reuniões que estava rolando lá em casa, em São Bernardo do Campo. Os amigos dos meus pais já tinham comido, bebido, estavam todos satisfeitos já meio sem papo, de saco cheio. As mulheres lá em cima e os homens embaixo com a molecada. Foi quando o kbeça quadrada (meu pai) resolveu pegar uma pilha de cds que tinha pegado emprestado do Klaxon, meu tio. Isso era comum na época. As pessoas vinham da época do vinil. Um tinha uma coleção enorme de vinis raros e caros e os amigos outros. Eles todos se complementavam. Quando o CD entrou em cena, era ainda caro, tanto o aparelho quanto o compact disc. Por isso, ainda se pegava milhões de cds emprestados, compilava o que gostava e gravava em fita cassete. Todos na expectativa e ae começa. Eu acredito que lá no meio tinham cds que depois eu comecei a ouvir com calma e, mais tarde, entender mehor algumas coisas. Meu pai já mais saturado e mesmo eclético demais, ia passando rapidamente pelos álbuns. Aquela coisa de deixar 10 segundos de cada faixa tocar e ir passando pra próxima. E todos que estavam em volta, meio que avaliando o que ouviam rapidamente. Com certeza haviam álbums do Joe Jackson, Carlos Alomar, Human League, House of Love, Killing Joke, XTC, Annie Clarck, Elvis Costelo, Madness, Stranglers e Depeche Mode, entre outros. Imagino isso pelas coletâneas que nasceram depois dessas compilações, mas isto não importa. O que importa é que no meio de um monte de inícios de músicas e capas de discos rolou um cd bege, com uma capa até meio sem graça. A primeira faixa já chamou a atenção. O resto foi passando, até chegar na faixa 6. Começou com uma calota de carro rodando e de repente um bumbo eletrônico forte, uma música tensa e toda estilosa. Era o Music For The Masses, do Depeche Mode e a música era Behind The Wheel. Depois disso já era! Nunca mais fomos os mesmos. Fanatismo por DM, todos os discos, fitas cassetes que quase furaram de tanto tocar, singles caros encomendados, amigos em comum, show em 1994, com a Tour Devotion, a banda Enjoy, agora EnjoyLive e, recentemente, o Dj Binho que mandou uma tattoo nas costas, com os megafones e a frase: Music For The Masses.